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Alternativa a Portaria 1.510

     Novamente Ampliado prazo para adoção do ponto eletrônico

  • Novo Prazo 01/09/2011
  •      Ministro Recua e dispõe novas regras para controle de jornada

  • Imprensa Nacional. Diário Oficial da União
  • A Partir de 1* de Setembro de 2011 poderá entrar em vigor efetivamente a legislação da PORTARIA MTE N° 1.510 DE 21 DE AGOSTO DE 2009 . Resumidamente esta portaria disciplina o uso do ponto eletrônico, exigindo que os empregadores utilizem um Equipamento denominado "Registrador Eletrônico de Ponto" (REP) para registro das marcações.

         Segue especificações para o "Registrador Eletrônico de Ponto" exigido pela portaria:

         " Art. 4° O REP deverá apresentar os seguintes requisitos:
    I - relógio interno de tempo real com precisão mínima de um minuto por ano com capacidade de funcionamento ininterrupto por um período mínimo de mil quatrocentos e quarenta horas na ausência de energia elétrica de alimentação;
    II - mostrador do relógio de tempo real contendo hora, minutos e segundos;
    III - dispor de mecanismo impressor em bobina de papel, integrado e de uso exclusivo do equipamento, que permita impressões com durabilidade mínima de cinco anos;
    IV - meio de armazenamento permanente, denominado Memória de Registro de Ponto - MRP, onde os dados armazenados não possam ser apagados ou alterados, direta ou indiretamente;
    V - meio de armazenamento, denominado Memória de Trabalho - MT, onde ficarão armazenados os dados necessários à operação do REP;
    VI - porta padrão USB externa, denominada Porta Fiscal, para pronta captura dos dados armazenados na MRP pelo Auditor-Fiscal do Trabalho;
    VII - para a função de marcação de ponto, o REP não deverá depender de qualquer conexão com outro equipamento externo; e
    VIII - a marcação de ponto ficará interrompida quando for feita qualquer operação que exija a comunicação do REP com qualquer outro equipamento, seja para carga ou leitura de dados."

         Muitas empresas, principalmente as de pequeno porte, não dispõe de capital para aquisição deste equipamento, mediante a isto encontramos a seguinte solução indicada abaixo.
    De acordo com a CLT o empregador pode fazer uso de 3 formas de registro de ponto conforme segue:

         "§ 2°. Para os estabelecimentos de mais de dez trabalhadores será obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho, devendo haver pré-assinalação do período de repouso. (Redação dada ao parágrafo pela Lei n° 7.855, de 24.10.1989)" CLT Atualizada Art. 74 § 2°

         Eis a pergunta:

         "O que fazer agora com meu registro de ponto que é totalmente funcional para empresa, porem os relatórios não são mais válidos?"

         Temos três opções a nossos clientes:

         A primeira escolha se trata em utilizar o Equipamento Homologado pelo ministério do Trabalho juntamente com o software para emissão do relatório espelho de ponto e arquivos que serão solicitados pelo Auditor-Fiscal do Trabalho. Oferecemos neste caso o software "Ponto Legal" de nossa empresa.

  • Software Ponto Legal - Carbon System
  •      A segunda escolha utiliza o meio manual para efeito jurídico e o registro eletrônico passa a ser usado para controle interno da empresa. Para entender melhor esta escolha abra o "Ponto Digital", acesse o menu Ferramentas >> Folha de Ponto Manual. Você poderá selecionar um funcionário ou todos os ativos. Ao final do procedimento será impressa uma folha contendo todos os dias do período selecionado com espaço para o funcionário inserir o horário e rubricar sua assinatura.

         O procedimento de todos os dias será assinar a folha do Ponto Manual e posteriormente marcar o ponto utilizando o software "Ponto Digital". Ao final do período o empregador terá alta confiança nas marcações manuais comparando-as com o relatório emitido pelo "Ponto Digital", já que o grande problema de apenas ter o registro manual é a possibilidade do funcionário assinar por dias e horários anteriores.

        Como última alternativa deve-se notar que de acordo com o MTE: "A Portaria 1.510/2009 não altera o poder de negociação dos sindicatos, pois não revoga a Portaria 1.120/1995 que permite ao empregador, desde que autorizado por instrumento coletivo, adotar sistema alternativo de controle de ponto, tal como o chamado controle por exceção." Vale lembrar que o relatório emitido pelo Software "Ponto Digital" não tem validade para o Auditor Fiscal do Trabalho, apenas a folha de ponto manual, a não ser que seja feito um acordo coletivo entre a empresa e o sindicato para o uso do controle de ponto por exceção, em outros casos utilize o relatório do "Ponto Digital" para controle interno, facilitando cálculos e identificações de Horas Extras bem como demais funções do sistema que sempre foram úteis e auxiliam no desenvolvimento de sua empresa.

  • Software Ponto Digital - Carbon System
  • Reclamações sobre o Novo Registro de Ponto? Acesse o link abaixo:

  • Passou do Ponto
  • Notícia relatada pelo MTE em 29/07/2010 após diversos questionamentos em relação a nova portaria, veja na íntegra os esclarecimentos:

    Ministério do Trabalho e Emprego refuta notícias a respeito da Portaria 1.510, que disciplina o Registro Eletrônico de Ponto Brasília, 29/07/2010 - Nos últimos dias, questões referentes à Portaria que disciplina o Ponto Eletrônico têm sido trazidas ao Ministério do Trabalho e Emprego por milhares de empresas e entidades sindicais, geralmente com interpretação equivocada de notícias divulgadas em veículos de comunicação, sem que tenham sido levadas em conta importantes informações a respeito.


    Assim, o MTE esclarece:

    1 - Quanto à alegação de que o MTE não se preocupou com as pequenas empresas.
    A portaria n. 1510/2009 não alterou as demais opções da CLT contidas no artigo 74, § 2º. As pequenas empresas, assim entendidas as que possuem até 10 empregados, estão desobrigadas de utilizar qualquer sistema de ponto. As empresas que possuem mais de 10 empregados podem utilizar um dos dois outros sistemas permitidos: manual ou mecânico. Assim, a utilização do sistema eletrônico é opcional.
    Em regra, o empregador decide pelo controle de ponto eletrônico quando o número de trabalhadores faz com que a apuração manual da jornada torne-se mais custosa que a eletrônica. Ou seja, as empresas que precisam do registro eletrônico de ponto são as que possuem porte econômico suficiente para tal.
    É de interesse da micro e pequena empresa um controle de ponto seguro para que não seja desconsiderado pelas autoridades trabalhistas ou pelo Judiciário

    2 - Quanto à alegação de não sustentabilidade e agressão ao meio ambiente pela emissão do comprovante para o trabalhador.
    Segundo os atuais conceitos de sustentabilidade devemos desenvolver políticas para os 3R, ou seja, reduzir, reutilizar e reciclar. Desta maneira estaremos promovendo a sustentabilidade. A emissão do comprovante para o trabalhador é indispensável para garantir a segurança jurídica e a bilateralidade nas relações de emprego. O pequeno comprovante em papel trará imenso benefício para os empregados, para a segurança jurídica nas relações de emprego e para toda a sociedade, pois impedirá uma enorme sonegação de horas extras efetuadas pelos empregados e os respectivos reflexos nas contribuições ao INSS e ao FGTS. O papel empregado será 100% reciclável e, como todo papel fabricado em nosso país, terá suas fibras retiradas de madeira originada de reflorestamento de eucaliptos ou pinus, manufaturados por um setor da economia que gera milhares de empregos.


    3 - Quanto à alegação de alto custo do equipamento (REP).
    Os que são contra a regulamentação apontaram, desde a edição da Portaria 1.510/09, que os fabricantes não iriam conseguir colocar os produtos (REP) no mercado dentro do prazo. Erraram em suas previsões. Hoje temos mais de 66 modelos registrados no M.T.E., diversos outros em processo de registro e outros tantos sob análise dos órgãos técnicos. Divulgaram que o REP teria um custo altíssimo devido às suas funcionalidades e que este custo inviabilizaria a adoção por um grande número de empresas. Fizeram projeções, inicialmente, que o REP sairia por mais de quinze mil reais. Depois reduziram para sete mil reais. Estas projeções foram desmentidas. Segundo pesquisa na rede internet, podemos encontrar equipamento REP, modelo registrado no M.T.E. após certificação de conformidade por órgão técnico, com preço de venda ao consumidor na faixa de R$ 2.850,00, preço muito próximo dos equipamentos anteriores que não possuíam nenhuma segurança quanto à manutenção da inviolabilidade e integralidade das marcações efetuadas pelos trabalhadores e que não emitiam o comprovante para o empregado.

    4 - Quanto a alegação do tempo gasto pelo trabalhador para marcar o ponto e colher o comprovante e formação de fila.
    Em pesquisa realizada na data de 27/07/2010 nos sítios dos fabricantes com REP registrados no MTE, verificou-se naqueles que informam sobre a velocidade de impressão do "Comprovante de Registro de Ponto do Trabalhador" que há REPs que imprimem em 0,2 segundos. Levando em conta, inclusive, que há modelos de REP que possuem a opção de corte automático do comprovante, o que facilita a sua extração pelo trabalhador, não se vislumbra qualquer possibilidade de ser os REPs mais lentos que os relógios anteriores. Se a fila não existia antes da adoção do REP, não passará a existir por conta de um acréscimo ínfimo de tempo. Inclusive a demora de uma eventual necessidade de troca de bobina, quando do término do papel, pode ser minimizada na escolha de modelos já registrados no MTE que possuem duas impressoras com comutação automática.

    5 - Quanto a alegação de impedimento do uso do "ponto por exceção".
    A Portaria 1.510/2009 não altera o poder de negociação dos sindicatos, pois não revoga a Portaria 1.120/1995 que permite ao empregador, desde que autorizado por instrumento coletivo, adotar sistema alternativo de controle de ponto, tal como o chamado controle por exceção.

    6 - Quanto a alegação de dificuldades de deslocamento do empregado entre as diversas unidades/filiais/agências do mesmo grupo econômico.
    Empresas de um mesmo grupo econômico podem determinar a consignação das marcações de ponto no mesmo REP dos seus empregados que compartilhem o mesmo local de trabalho ou que estejam trabalhando em outra empresa do mesmo grupo econômico. Desta forma, inexiste qualquer dificuldade de deslocamento do trabalhador entre as empresas do mesmo grupo econômico.

    7 - Quanto a ser ou não obrigatório o trabalhador guardar o "Comprovante de Registro de Ponto do Trabalhador".
    A Portaria não exige que o trabalhador mantenha a guarda do comprovante. A Portaria determina que o comprovante será impresso e retirado pelo trabalhador do REP a cada batida. A guarda do documento, entretanto, depende de sua decisão. O trabalhador, naturalmente, guardará o documento apenas quando tiver dúvida sobre parcelas remuneratórias relativas a horas extras e outras, após confrontá-lo com o seu recibo de pagamento.

    8 - Quanto ao controle de acesso dos empregados às dependências da empresa.
    Algumas empresas alegam que ficarão impedidas de controlar o acesso dos empregados às dependências da empresa pelo fato do REP ser exclusivo para o controle de jornada. Cabe esclarecer que o sistema SREP não proíbe que as empresas tenham controles de acesso. A Portaria 1510/2009 não afeta o poder diretivo do empregador sobre seu estabelecimento, trata exclusivamente do controle de jornada de trabalho. O acesso ao local de trabalho, seja por catraca eletrônica ou qualquer outro meio, por empregados ou qualquer pessoa é determinado pelo poder diretivo do empregador sobre seu estabelecimento.

  • Link para site do MTE com a notícia acima

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